domingo, 21 de fevereiro de 2016

BC: fluxo cambial teve saldo negativo na segunda semana de fevereiro






O movimento do câmbio ficou deficitário em US$ 423 milhões na semana compreendida entre os dias 8 a 12 de fevereiro, com apenas três dias úteis, conforme divulgou o Banco Central nesta quinta-feira. A conta financeira foi determinante para o resultado, ao registrar saldo negativo de US$ 498 milhões – com entradas de US$ 4,163 bilhões e saídas de US$ 4,661 bilhões. Em movimento contrário, a conta comercial exibiu superávit de US$ 75 milhões. Para tanto, o câmbio contratado para exportação somou US$ 1,496 bilhão, superior ao contratado para importação, que alcançou US$ 1,421 bilhão. Com metade do mês percorrido, o saldo de fevereiro acumula déficit de US$ 1,445 bilhão. No ano, porém, ainda mantém superávit de US$ 30 milhões.










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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Standard & Poor’s anunciou novo rebaixamento da nota de crédito brasileira





A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) anunciou ontem um novo rebaixamento da nota de crédito do Brasil. A entidade alterou o rating brasileiro de BB+ para BB-, com perspectiva negativa, colocando o país dois degraus abaixo do chamado grau de investimento. Para tanto, argumentou que a qualidade de crédito do País piorou nos últimos meses devido ao aumento da incerteza política e à deterioração adicional das condições econômicas, que, por sua vez, têm afetado negativamente o ajuste fiscal. A agência rebaixou ainda a nota de crédito em moeda local, de BB para BBB-.








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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

IBGE: setor de serviços registrou queda de 3,6% em 2015



O volume de serviços prestados no País recuou 5,0% em dezembro, na comparação com igual mês de 2014, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada ontem pelo IBGE. A queda foi menos intensa que a do mês anterior, quando o setor registrou perda de 6,4%, na mesma métrica. Dentre os segmentos que entram para o cômputo do PIB, dois apresentaram variações negativas de menor magnitude no período. Serviços de informação e comunicação passaram de uma retração de 4,3% em novembro para outra de 0,4% em dezembro, ao passo que transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio saíram de um recuo de 8,5% para 6,9%. Em contrapartida, outros serviços registraram maior declínio entre o penúltimo e o último mês do ano passado, ao oscilar de uma contração de 7,7% para outra de 10,0%. Dessa forma, os serviços acumularam queda de 3,6% em 2015. Espera-se continuidade do fraco desempenho do setor ao longo deste ano, refletindo o aumento da taxa de desemprego e manutenção do baixo nível de atividade econômica.













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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

EUA - Taxa de desemprego recua em meio à desaceleração das contratações.




EUA

Taxa de desemprego recua em meio à desaceleração das contratações.


Em janeiro foram criados 151 mil postos de trabalho em termos líquidos, resultado que ficou abaixo do consenso de mercado (+190 mil). Ainda em patamar elevado, a média móvel de três meses desacelerou de 279 mil para 231 mil. A revisão da série histórica – realizada todo mês de janeiro – mostrou revisão líquida negativa de 206 mil vagas nos anos anteriores, sendo que para 2015 a revisão foi positiva em 85 mil. Embora o resultado do mês tenha ficado abaixo do esperado, considerando apenas as contratações no setor privado, a decepção foi menor.

Criação de Postos de Trabalho (em milhares)

  Criação de Postos de Trabalho (em milhares)
Criação de Postos de Trabalho (em milhares)


Contrastando com a grande maioria dos indicadores de indústria, principalmente com o índice ISM também divulgado durante a semana, foram gerados 29 mil postos de trabalho no setor, melhor resultado em mais de um ano. É provável que nas próximas divulgações tais ganhos sejam revertidos, uma vez que o setor ainda está contraindo e o crescimento da produção segue restrito a apenas a alguns segmentos.

ISM e segmentos da indústria que reportaram crescimento

  ISM e segmentos da indústria que reportaram crescimento
ISM e segmentos da indústria que reportaram crescimento


A taxa de desemprego, por sua vez, recuou novamente, passando de 5,01% para 4,92%, o menor patamar desde fevereiro de 2008. Vale ressaltar que tal queda se deu mesmo com a entrada de mais trabalhadores no mercado de trabalho (aumento da taxa de participação). A taxa de desemprego ampliada, que considera também as pessoas que trabalham meia jornada, mas que gostariam de um emprego de período integral, e também aqueles que não estão procurando emprego, mas que gostariam de estar empregados, ficou em 9,9% pelo terceiro mês consecutivo.

Taxa de desemprego e participação

  Taxa de desemprego e participação
Taxa de desemprego e participação


O rendimento médio por hora trabalhada subiu 0,5% na comparação com dezembro, resultado acima do 0,3% aguardado pelo mercado e que indica continuidade da tendência de aceleração dos salários dos últimos meses.
Além disso, a alta do número médio de horas trabalhadas sugere bom desempenho da renda em janeiro.

Rendimento médio por hora trabalhada

  Rendimento médio por hora trabalhada
Rendimento médio por hora trabalhada


Ainda que os dados do mercado de trabalho de janeiro tenham trazido mais tranquilidade com relação ao cenário prospectivo, a maioria dos indicadores de atividade aponta para certa desaceleração da economia entre o final de 2015 e início de 2016. Como o fundamento sob a ótica do consumidor segue sólido, acreditamos que esse menor crescimento, além de transitório, esteja refletindo a queda dos investimentos no setor de energia, o menor crescimento global e a alta do dólar.
É inegável que o aperto do mercado de trabalho começa a ter impacto sobre os preços da economia, especialmente os salários e serviços. Apesar disso, acredita-se que o banco central norte-americano (Fed) será paciente para dar continuidade ao processo de normalização da política monetária, principalmente por conta da inflação corrente, que deverá seguir extremamente baixa nos próximos meses.
Assim, o próximo aperto deverá ocorrer apenas em junho, quando acredita-se que não só a economia estará em melhores condições, como também as medidas de núcleo de inflação mostrarão aceleração adicional frente à trajetória recente.








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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Produção industrial encerra 2015 com queda de 8,3%, a maior da história





Atividade Econômica

Produção industrial encerra 2015 com queda de 8,3%, a maior da história


A produção recuou 0,7% em dezembro na comparação mensal dessazonalizada, queda inesperada pelo mercado (com projeção de estabilidade). Esse foi o sétimo mês consecutivo em que a indústria apresentou retração – o que marca a maior sequência de quedas da série histórica –, voltando para o patamar de janeiro de 2009.

Produção Indrustrial 2008-2016

  Produção Indrustrial 2008-2016
Produção Indrustrial 2008-2016


A abertura da pesquisa mostrou que o desempenho negativo de dezembro foi concentrado na indústria de transformação (-0,8% ante novembro). A indústria extrativa, por sua vez, apresentou variação nula, mantendo-se no patamar deprimido atingido no mês passado quando houve expressiva queda de 11% após o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração em Mariana (MG).
Sob a ótica das categorias de uso, somente a indústria de bens de capital apresentou contração em dezembro, mas de relevantes 8,2% na comparação mensal, atingindo um nível 21% menor que o verificado no pior momento da crise de 2009. Com relação às demais categorias, o destaque foi o forte aumento de 9,4% na produção de bens duráveis no período, com influência do crescimento de 4,7% da indústria de veículos automores (desempenho bem melhor que o sinalizado pela Anfavea para o mesmo período, -3,8%) . A produção de bens de consumo não duráveis, por sua vez, apresentou alta de 0,3% em dezembro. E, por fim, a indústria de bens intermediários – que representa quase 60% da indústria total – cresceu 0,7% no período, recuperando apenas pequena parte da importante queda de 3,4% observada em novembro.
A produção de insumos típicos da construção civil, importante indicador coincidente do PIB da construção, apresentou nova e importante queda em dezembro, de -5,9% na margem (considerando a série com dessazonalização própria) e, com isso, atingiu um nível 10% mais baixo que o verificado no auge da crise de 2009.
Apesar de somente a indústria de bens de capital ter apresentado queda em dezembro, esse resultado indica que houve uma redução dos investimentos no mês. Vale notar que, quando cai o investimento dos empresários, a primeira indústria afetada é a de bens de capital, mas, em seguida, os demais segmentos industriais também sentem os impactos negativos.
Incorporando o resultado da indústria em dezembro, a produção encerrou o ano de 2015 com expressiva queda de 8,3%, o pior desempenho da série histórica iniciada em 2003 (a segunda maior contração ocorreu em 2009, com corte de 7,1%). Com isso, 2015 deixou uma herança estatística bastante negativa para 2016, de -6,4%, tornando ainda mais desafiador o cenário e descartando qualquer expectativa de crescimento do setor nesse ano. A projeção é de que a produção caia mais de 4% no ano, em meio aos níveis extremamente reduzidos de confiança, estoques acima do desejado, mercado de trabalho deteriorado, rendimentos em queda, crédito restrito e inflação elevada.

Produção Industrial e Índice de confiança da indústria

   Produção Industrial e Índice de confiança da indústria
Produção Industrial e Índice de confiança da indústria


Nesse cenário, as primeiras indicações para o desempenho da indústria em janeiro até estão sinalizando para uma pequena elevação na margem, porém pouco representativa frente ao nível deprimido no qual a produção se encontra.
A produção total de veículos calculada pela Anfavea apresentou pequeno crescimento de 1,2% em janeiro (considerando a série dessazonalizada), pouco significante frente à queda acumulada de 23% em 2015. Ao mesmo tempo, dado a queda no timo de vendas, o estoque por dias de venda seguiu em trajetória altista, alcançando o recorde de 55 dias em janeiro (de 50 no mês anterior), bastante acima da média de 35 dias – observada desde 2008 (gráficos 15 e 16).
Assim, apenas com base nos dados da Anfavea e na sondagem da indústria da FGV (índice de confiança e NUCI), os modelos preliminares de projeção da produção industrial sinalizam alta de 1,1% na margem em janeiro (-12,5% na comparação internanual). Esse crescimento seria suficiente apenas para reverter as quedas de dezembro e novembro, com o nível de produção ainda em sua mínima desde o auge da crise financeira de 2009.

Produção de autoveículos e Estoque/dias de venda

  Produção de autoveículos e Estoque/dias de venda
Produção de autoveículos e Estoque/dias de venda


Por último, com relação ao PIB, a despeito do desempenho mais fraco que o esperado da indústria em dezembro, não alterou-se a projeção para o resultado do 4T15, que permanece em -1,5% na comparação com o 3T15 (já dessazoalizada). Dessa maneira, o PIB teria encerrado 2015 com importante queda de 3,9%, sendo que a contração da indústria deve ter contribuído com cerca de 1,8 ponto percentual dessa retração. A projeção para o PIB de 2016 é de contração de 2,9%, com contribuição negativa de 1,0 ponto percentual da produção industrial.

PIB - Crescimento anual (%)

  PIB - Crescimento anual (%)
PIB - Crescimento anual (%)








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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Economia - INFLAÇÃO





Economia - INFLAÇÃO


Desde o final de 2015, houve uma série de mudanças significativas no cenário econômico, com implicações diretas para a perspectiva para a inflação, sendo assim o mercado mudou as projeções para o ano corrente e para o próximo. As mudanças realizadas resultaram em uma elevação na inflação estimada para ambos: espera-se agora inflação de 7,2% em 2016 e 5,4% em 2017 (projeções anteriores eram de 6,8% e de 5,3%, respectivamente).
Nesse sentido, a inflação começou o ano surpreendendo para cima. Em janeiro, o IPCA registrou alta de 1,27%, bastante acima da projeção (1,12%) e inclusive acima do teto das expectativas do mercado (de 0,81% a 1,21%, com mediana em 1,10%). Em relação ao projetado pelo mercado no início do mês, isso representou uma surpresa inflacionária de +0,41 ponto percentual (p.p.). No acumulado em doze meses, o índice acelerou de 10,67% no final de 2015 para 10,71%.

Surpresa Inflacionária e IPCA

  Surpresa Inflacionária e IPCA
Surpresa Inflacionária e IPCA


A diferença em relação à projeção foi explicada por inflação mais elevada em alimentação no domicílio, produtos administrados (gasolina) e serviços (especialmente alimentação fora do domicílio e recreação). Quanto à inflação de alimentos, esta saiu de 1,96% em dezembro para 2,89% em janeiro, maior variação para o mês desde o Plano Real (com impacto de 0,48 p.p.). Tal movimento refletiu alta expressiva nos produtos in natura, explicada em parte pela sazonalidade altista do período e em parte por quebras de safra, que devem continuar a pressionar os preços nos próximos meses.
Os preços administrados ficaram em 1,75% em janeiro, enquanto os preços livres tiveram alta de 1,12% . O núcleo que exclui alimentos e administrados, por sua vez, apresentou elevação de 0,62%, ficando estável pelo terceiro mês seguido em 7,3% no acumulado em doze meses. Na abertura, apesar da surpresa altista, a inflação de serviços em doze meses mostrou desaceleração pelo segundo mês consecutivo, recuando para 7,9%, como pode ser visto no gráfico 3. Quando excluímos passagens aéreas, a queda foi de 8,6% em dezembro para 8,3% em janeiro.
Também nesse sentido, a média dos principais núcleos (médias suavizadas, dupla-ponderação e núcleo por exclusão de itens voláteis), quando acumulada em doze meses, mostrou interrupção da tendência de aceleração vista durante todo o ano passado.
Os produtos industrializados, por outro lado, ficaram em 0,57% no mês (ante 0,32% no mesmo mês do ano passado), com o acumulado em doze meses acelerando novamente (de 6,2% para 6,5%). Acredita-se que isso possa ser atribuído ao repasse cambial da forte desvalorização do real no 2S15, além de refletir alta de ICMS em alguns produtos como cigarro e bebidas, neste início do ano.
O elevado nível dos índices de difusão continua a chamar a atenção. Na série dessazonalizada, o índice geral ficou em 71,9% em janeiro, enquanto o ex-alimentos alcançou 73,4%. Ambos continuam a apresentar tendência altista, que só deve ser revertida em meados de 2016, à medida que os impactos dos choques de custos ocorridos em 2015 (câmbio, energia, gasolina) se dissipem.

IPCA, Média dos núcleos, Difusão geral e Difusão ex-alimentos

  IPCA, Média dos núcleos, Difusão geral e Difusão ex-alimentos
IPCA, Média dos núcleos, Difusão geral e Difusão ex-alimentos


Olhando à frente, espera-se que a inflação recue um pouco na leitura mensal de fevereiro (para 0,95%), permitindo uma desaceleração no acumulado em doze meses (de 10,7% para 10,4%). Neste mês, as principais pressões altistas devem vir do reajuste anual de mensalidades escolares e da alimentação no domicílio. As tarifas de energia elétrica, por sua vez, devem apresentar recuo em fevereiro, dada a entrada em vigor da bandeira vermelha patamar 1, com cobrança extra de apenas R$ 3,00 por 100 kWh, ante R$ 4,50 até o mês passado.

Contribuições mensais (p.p.)

  Contribuições mensais (p.p.)
Contribuições mensais (p.p.)


Ainda em relação à energia elétrica, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico decidiu desligar, a partir de 1º de março, usinas térmicas que custam mais do que R$ 420/kWh, com redução de cerca de R$ 720 milhões no custo de geração do país ao mês. Com isso, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou que, naquele mês, a cobrança extra da bandeira tarifária nas contas de luz cairá dos atuais R$ 3,00 para R$ 1,50, da bandeira amarela. Essa é a primeira vez desde a entrada em vigor do sistema, em janeiro de 2015, que a bandeira sai do vermelho.
Nosso cenário já contemplava uma mudança da bandeira de vermelho para amarelo, com impacto de -3% na média das contas de energia elétrica, porém, apenas em abril. Ao mesmo tempo, o governo sinalizou que pode desligar mais térmicas em abril ou maio e acionar a bandeira verde, premissa com a qual passa-se a trabalhar.
Por outro lado, a Aneel aprovou uma redução nas cotas da CDE em 2016, que deve permitir uma queda nas tarifas de energia, porém em nível menor do que o anunciado em dezembro. Essa diferença altista deve contrabalancear grande parte do efeito deflacionário da adoção da bandeira tarifária verde. Espera-se agora que os preços de energia recuem ao redor de 2% no acumulado do ano (ante -1% anteriormente).
Outra hipótese de preços administrados alterada foi a premissa de alta da gasolina no meio do ano. Acredita-se agora que, na tentativa de minimizar o efeito sobre o consumidor final, o governo deve promover um aumento de Cide acompanhado por uma redução nos preços da gasolina na refinaria, na ordem de 13%, permitindo que a alta dos preços na bomba seja de apenas 8%, ainda que a Cide seja elevada em R$ 0,40. Isso seria possível dada a atual diferença entre as cotações dos combustíveis no mercado brasileiro e externo, em nível bastante favorável para a Petrobras. Considerando a média móvel de trinta dias, até 4 de fevereiro o preço doméstico da gasolina estava 44,6% acima do preço internacional.

Inflação de Energia Elétrica, Gasolina e Diesel

 Inflação de Energia Elétrica, Gasolina e Diesel
Inflação de Energia Elétrica, Gasolina e Diesel


Portanto, projeta-se agora alta de 9,4% na gasolina em 2016, contra 16,6% anteriormente. Com isso, a estimativa para preços administrados recuou de 9,1% para 7,9%.
Quanto aos preços livres, revisa-se a expectativa de 6,1% para 7,0% no ano. Essa alta foi explicada, inicialmente, por uma elevação na projeção de preços de alimentos, após a surpresa altista de janeiro e piora nas perspectivas após quebras de safras neste início de ano, especialmente no caso de grãos e produtos in natura.
Quanto ao núcleo que exclui alimentos e administrados, o governo anunciou uma elevação de forma escalonada nas alíquotas do IPI incidentes sobre os cigarros. A alíquota atual, de 60%, valerá até 30 de abril, subindo para 63,3% a partir de 1º de maio, e depois terá nova alta em 1º de dezembro, para 66,7%. Estimamos que o impacto nos preços deve ser de 7% ao consumidor. As projeções não consideravam aumento de IPI em 2016, apenas os reajustes já sinalizados pelas grandes empresas do setor. Assim sendo, a projeção de produtos industrializados foi elevada por conta dessa medida.
Adicionalmente, viu em janeiro, uma deterioração significativa nas estimativas de inflação do mercado (computadas pelo relatório Focus). Como pode ser visto na tabela 3, a expectativa para o IPCA de 2016 subiu de 6,93% no primeiro relatório de janeiro para 7,26% na última semana do mês. Para 2017, a alta foi ainda mais expressiva: de 5,20% para 5,80%.
Como já comentou-se em relatórios anteriores, a ancoragem das expectativas é um fator importante para a convergência da inflação à meta. Sabe-se que, ao definir preços, os agentes econômicos levam em consideração o cenário de inflação passada, presente e futura. Portanto, quando a expectativa de inflação à frente se eleva, aumenta o risco de que os empresários promovam reajustes de preços maiores. Levando em conta essa piora, eleva-se de 5,6% para 5,9% a expectativa para os livres ex-alimentos em 2016.
Para o próximo ano, continua-se a acreditar que a contração da atividade e desaquecimento do mercado de trabalho devem permitir uma desaceleração na inflação de preços livres, de 7,0% para 5,1%. No entanto, a piora nas expectativas deve ter impacto também na inflação de 2017, para a qual estima-se agora alta de 5,4%, de 5,3% anteriormente.
Nesse cenário, acredita-se que o Banco Central (BC) iniciará um ciclo de afrouxamento monetário ao final de 2016, quando a política monetária passará a ter como alvo os níveis de inflação de 2017 e 2018. Portanto, reafirma-se a expectativa de corte da Selic nas duas últimas reuniões do ano, totalizando 100 pontos base, com a taxa de juros alcançando 13,25% no final do ano e recuando para 11,5% até ao final de 2017.

Expectativas Focus - IPCA e IPCA Anual

  Expectativas Focus - IPCA e IPCA Anual
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sábado, 6 de fevereiro de 2016

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